PROSTATOMEGALIA COM ABSCESSO EM CÃO POR ESCHERICHIA COLI:
RELATO DE CASO
Palavras-chave:
Afecção; Bacteriana; TratamentoResumo
As doenças prostáticas são frequentes na clínica de pequenos animais e apresentam sinais clínicos inespecíficos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Entre as principais afecções destacam-se a hiperplasia prostática benigna, metaplasia escamosa, prostatite, cistos prostáticos e paraprostáticos, abscessos e neoplasias. O abscesso prostático, geralmente decorrente de infecção bacteriana primária ou secundária, tem como agentes mais comuns Escherichia coli, Proteus spp, Pseudomonas spp e Staphylococcus spp. Este trabalho relata o caso de um cão da raça Fila Brasileiro, com seis anos de idade, atendido em uma clínica veterinária de Varginha/MG, apresentando inapetência, apatia, constipação, disúria, hematúria, dor abdominal e dificuldade para locomover-se. O exame ultrassonográfico indicou hiperplasia prostática com processo inflamatório/infeccioso e suspeita de neoplasia. Foi realizada biópsia prostática, cujo exame histopatológico confirmou abscesso prostático. O cultivo bacteriano identificou Escherichia coli, sensível à amoxicilina associada ao ácido clavulânico, antibiótico instituído por 30 dias, associado ao uso de omeprazol. Após o tratamento, observou-se melhora clínica significativa. O objetivo deste trabalho foi relatar a evolução clínica do abscesso prostático em cão, enfatizando os métodos diagnósticos, o tratamento empregado e os desafios enfrentados para a definição do prognóstico.